Psicologia: como nasce essa escolha?
Em 2015 me formo engenheira e só em 2023 me formo psicóloga.
Mas, peraí… como pode? A psicologia veio muito antes da engenharia nos meus gostos, leituras, inclusive no vestibular e nos sonhos de menina.
Hoje sei e estudo, que é uma das possíveis atividades de orientação profissional resgatarmos gostos da infância… minha terceira escolha de qualificação profissional fez isso (segredo da vida real: sem ter ideia do que tava fazendo, mas que bom que fiz, deu certo).
Sem muita cronologia, contarei coisas que lembro. Primeiro nas leituras, no colégio a gente já tem muita coisa pra ler né? Então não foram muitos os livros q li fora do contexto escolar, porém lembro de alguns, um dos mais marcantes, Por um fio do Drauzio Varella, lembro também de ler Lya Luft, nem sei se li mesmo, mas guardei o nome e a certeza de que gosto. Não desassociado de uma outra parte da minha história (deixamos para outros textos) li também Jesus o maior psicólogo que já existiu.
No último ano do ensino fundamental falava que queria ser psicóloga. Prestei um vestibular que acumularia pontos durante os três anos do ensino médio, escolha: psicologia.
Se me perguntassem o super poder que eu queria ter, responderia sem hesitar: ler mentes.
Bom, o que quero passar com esses gostos é a contradição que me encontrou no final da adolescência… mesmo com alguns gostos que indicavam uma verdadeira paixão pela complexidade do ser humano e mesmo até com alguma definição do que queria, eu só gostava de estudar matemática, tinha raciocínio rápido, resolvia desafios, era prática e racional na forma também de olhar para a minha vida.
Resultado, psicologia não se sustentou, ficou sendo uma vontade, um sonho, ou melhor dizendo, assim como concluímos em um programa de orientação profissional, UMA CURIOSIDADE.
Somado isso ao contexto, escolhi minha primeira graduação no ano de 2008. Sou do interior de SP, pais com ensino superior completo. Dentro de alguns privilégios e da minha visão de mundo (e da expectativa dos meus pais) tínhamos cursos mais “garantidos” para o sucesso e melhor retorno financeiro, com certeza, psicologia não era um desses.
Com as certezas (e a covardia) da menina Priscila de 17 anos, somado a tudo externo que, para mim, era muito influente, não demora para psicologia ser apagada das possibilidades. E assim, ficar esquecida por mais de 10 anos.
PS: Esse texto continuará, um dia… respondendo como isso retornou em 2017, é claro que, sem a beleza de “realização de sonho”.